terça-feira, 28 de julho de 2009

Sobre homens e livros


Ao entrar em uma livraria charmosa, como a Travessa, podemos até não saber o que queremos, mas uma coisa é certa, sabemos o que não queremos.


O fato de estar ali, e não em qualquer outra livraria, já exclui as opções que você não quer. A iluminação é favorável, o cheiro é gostosinho, as pessoas são blasés e não há atendentes querendo lhe empurrar livros, até porque lá os livros se empurram.


Vagando pelas bancadas avistamos aquela capa. Não sei bem o que é, mas algo daquela capa exerce um poder magnético. O título é interessante e o autor.... bem, já ouvi alguem falar alguma coisa em algum lugar...


Então você leva o livro, a capa, o cheirinho gostosinho, a iluminação favorável e a certeza das coisas que você não gosta, mas que não correm o risco de cair em suas mãos, já que você está ali, na Travessa.


Você senta e flerta com sua nova aquisição por algum tempo, desfruta o ambiente. Mas o verdadeiro encontro se dará em casa. Todas as expectativas depositadas em um livro são concretizadas, ou não, em uma segunda-feira chuvosa, como a de hoje.


É quando você acende o abajur, um incenso, deixa Edith baixinho no ipod e leva ele pra cama.


Será que ele vai tirar seu sono? Será que vai te dar mais sono? E todo aquela sensação proveniente da condição de quando vocês primeiro se encontraram?


Não criar expectativas significaria uma não vida.


Não há como saber o que vai vir a ser,


o único jeito é deitar e folhear


e quem sabe,


com ele sonhar.

m.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Unplugged

Algumas vezes, para me variar, eu tento ser um outro alguém. Peço para sair de mim só um pouquinho. Na maioria das vezes não dá certo. De vez em quando que dá. É quando eu me vejo de fora e volto para deep inside. And it feels so good....

ó.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sem querer querendo...

Eu te disse.

Sem querer,

sem nada para dizer.


Você me disse.

Sem querer,

nem nada para dizer.


Eu ouvi .

Sem querer,

o que eu ia dizer.


Eu ouvi.

Sem querer,

algo vindo de você.


Eu senti.

Sem querer,

algo sem dizer.


Eu senti.

Sem querer,

parecida com você.


Eu te quis,

Sem querer...


E esqueci.

Sem querer,

o que era para dizer.


E esqueci.

Sem querer,

o que é eumaisvocê.


E me repeti.

Sem querer

querendo eumenosvocê.

ó.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Bati, liguei, deixei recado na caixa postal


Fica pruma próxima

Quando a coisa começa a ficar muito complicada
E deixa de ser espontânea
Aí, não tem mais graça
Era para ser simple
Como em um filme francês
Onde as pessoas se experimentam
Vivem intensamente
Pagam o preço por isso
Contam a experiência de viver intensamente

Fica pruma próxima
Vida
Aparentemente
Você deve ter ter outras
Para complicar tanto o descomplicado
Eu
Só tenho uma
.
.
.
.
?
o que hoje é o ar que eu respiro
amanhã, é monóxido de carbono
Marina (agora dando nome as unicornias)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Carta ao meu primeiro admirador...



Engraçado pensar que eu fui seu primeiro amor quando eu nem sabia o que era amor.
Ainda dizem que as meninas são mais precoces.
Eu não era, talvez por isso tenha sido tão difícil.
Ainda tenho o mesmo sorriso, sabia? Meus cabelos ainda são pretos,
mas com a idade eles ondularam nas pontas. Até gosto mais deles assim... Você ainda tem olhos de jabuticaba? Agora me pergunto isso...
Fiquei muito tempo sem lembrar de você e passei muito tempo tentando esconder
tudo de mim...
Agora leio essa linda carta e me recordo perfeitamente do seu gol... Foi para mim não foi?
Eu fui para você.
Acho melhor que a gente continue sem a gente.
Você pode não lembrar, mas eu lembro o seu nome. Ele sempre me chamou atenção
porque foi o único assim que eu conheci...
Mas deixa desse jeito. Guarda em você essa linda imagem de mim? Porque
eu criei calo... Desiludi. No fundo eu ainda sou aquela menina nem tímida nem extrovertida, só que o mundo não gostou assim...


Lembranças eternas da nossa infância...

Com carinho,

D'eu pra você.

ó.

domingo, 21 de junho de 2009

A little less conversation...

Eu te chamo de maluco.
Baboseira.
Maluca sou eu...
Daquele tipo vulgar.
Sem pé,
com um pouco de cabeça.
Posso te pedir um favor,
só um?
Go play poker and
stop playing me...
Pelo amor de Deus.

Ó.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Bullshit


Não ligou.
Sonsa eu
que ainda esperei.
Dia sim, dia não
as mesmas promessas...
Telefones não dados.
Beijos apaixonados.
Sonhos alados,
Desses acordada.
Sonsa eu.
Que ainda acredito
no dia em que vai tocar.
E não vai ser às três da manhã...

Ó.