terça-feira, 4 de agosto de 2009

Só vive quem vive (parte 8 1/2)

O que acontece comigo.

tanta coisa para fazer, mas nenhuma vontade...
tanto acaso para ocorrer, mas nenhuma...
tanta neurose para resolver, mas nenhum...
Parece que o mundo vai acabar
Eu tô com um medo de tudo
medo de escorregar, medo de falhar, medo de errar, medo de não chegar, medo
de você não me amar
o que é que eu faço se isso acontecer? de novo
não quero mais brincar
era tão mais fácil adiar
deixar pra lá essa história de se apaixonar
apenas idealizar e viver por roteiros e livros
um amor que eu já não espero mais vivenciar
porque as coisas hão de acabar
mas que loucura, ainda nem começou
mas essa mania de querer saber onde é que vai dar, se é que vai dar
menina, pará com isso! Deixa rolar! Ah, mas eu não consigo! eu preciso planejar, destrinchar, secar, deteriorar, acabar. É isso. Eu preciso acabar. Evitar. Não arriscar. Imagina? Te perder, sem nem ter querido ainda te achar. Me achar, sem nem ter podido ainda me perder.
Isso tudo dá muito trabalho, é muita coisa para hipoteticar. Onde será o botão para desligar?
Preciso de um freio. Não, não é isso. Porque freio é para parar e parada não dá pra ficar.
Preciso de uma planta que eu fume e consiga me tranquilizar. Não, mas também não é isso, escapar só vai fazer adiar o que eu quero me livrar. Mas do que eu quero me livrar mesmo?
Ah sim, do não saber, do medo, das coisas, das neuroses, dos livros, dos roteiros, de mim e de você.
Me livrar de viver

O que acontece comigo?


m.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Hard day's night.


Mazelas de um noite 

mal dormida

de uma ressaca 

que corta, arranha 

qualquer raio de sol 

que em minha

janela brota. 

Mais um dia de cabeça,

mais um de coração.

Uma dor de ressaca que

amassa, rasga minha santa

sobrevivência. 


O.

sábado, 1 de agosto de 2009

A culpa é toda minha.

Hoje eu acordei querendo não acordar. Tive um sonho estranho e desejei mais do que nunca matar alguém. O maldito que me deu um calote. Minha mãe que entrou no meu quarto e acabou com meus ultimos minutos de sono. Meu despertador que tocou antes disso eu taquei na parede e caiu em pedacinhos... Não sei se foi a maldita dor no meu ombro que vem me importunando ultimamente. Talvez tenha sido arrependimento pelos desvios de conduta que a outra parte da minha personalidade insiste em fazer, não dá para entender. Ai que raiva acordar e ver que minha meia não estava no lugar. Que não tem nada para comer na geladeira. Cigarro? De manhã não dá... Ai essa falta minha! De um-milhão-de-coisas.  De um-milhão-de-coisas? Aí a vontade de matar alguém passou. Eu olhei um sorriso azul de manhã. E vi que a raiva era o medo de como vai ser quando isso acabar. Aonde será que tudo vai dar? Nem aconteceu e já estou com saudades...Eu que ainda reclamei tanto... ai que raiva de mim. 


OB

terça-feira, 28 de julho de 2009

Sobre homens e livros


Ao entrar em uma livraria charmosa, como a Travessa, podemos até não saber o que queremos, mas uma coisa é certa, sabemos o que não queremos.


O fato de estar ali, e não em qualquer outra livraria, já exclui as opções que você não quer. A iluminação é favorável, o cheiro é gostosinho, as pessoas são blasés e não há atendentes querendo lhe empurrar livros, até porque lá os livros se empurram.


Vagando pelas bancadas avistamos aquela capa. Não sei bem o que é, mas algo daquela capa exerce um poder magnético. O título é interessante e o autor.... bem, já ouvi alguem falar alguma coisa em algum lugar...


Então você leva o livro, a capa, o cheirinho gostosinho, a iluminação favorável e a certeza das coisas que você não gosta, mas que não correm o risco de cair em suas mãos, já que você está ali, na Travessa.


Você senta e flerta com sua nova aquisição por algum tempo, desfruta o ambiente. Mas o verdadeiro encontro se dará em casa. Todas as expectativas depositadas em um livro são concretizadas, ou não, em uma segunda-feira chuvosa, como a de hoje.


É quando você acende o abajur, um incenso, deixa Edith baixinho no ipod e leva ele pra cama.


Será que ele vai tirar seu sono? Será que vai te dar mais sono? E todo aquela sensação proveniente da condição de quando vocês primeiro se encontraram?


Não criar expectativas significaria uma não vida.


Não há como saber o que vai vir a ser,


o único jeito é deitar e folhear


e quem sabe,


com ele sonhar.

m.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Unplugged

Algumas vezes, para me variar, eu tento ser um outro alguém. Peço para sair de mim só um pouquinho. Na maioria das vezes não dá certo. De vez em quando que dá. É quando eu me vejo de fora e volto para deep inside. And it feels so good....

ó.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sem querer querendo...

Eu te disse.

Sem querer,

sem nada para dizer.


Você me disse.

Sem querer,

nem nada para dizer.


Eu ouvi .

Sem querer,

o que eu ia dizer.


Eu ouvi.

Sem querer,

algo vindo de você.


Eu senti.

Sem querer,

algo sem dizer.


Eu senti.

Sem querer,

parecida com você.


Eu te quis,

Sem querer...


E esqueci.

Sem querer,

o que era para dizer.


E esqueci.

Sem querer,

o que é eumaisvocê.


E me repeti.

Sem querer

querendo eumenosvocê.

ó.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Bati, liguei, deixei recado na caixa postal


Fica pruma próxima

Quando a coisa começa a ficar muito complicada
E deixa de ser espontânea
Aí, não tem mais graça
Era para ser simple
Como em um filme francês
Onde as pessoas se experimentam
Vivem intensamente
Pagam o preço por isso
Contam a experiência de viver intensamente

Fica pruma próxima
Vida
Aparentemente
Você deve ter ter outras
Para complicar tanto o descomplicado
Eu
Só tenho uma
.
.
.
.
?
o que hoje é o ar que eu respiro
amanhã, é monóxido de carbono
Marina (agora dando nome as unicornias)