segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ne me quitte pas.


Às vezes parece que a intimidade 
não se aplica que os beijos
sem carinho que o sexo só 
carnal. 

Às vezes vejo que a intimidade
é patrimônio que os beijos 
são vivos que o sexo só
união.

Às vezes sinto que a intimidade 
é o sonho que os beijos 
as imagens que o sexo é
música.

E o amor, só um filme 
bem colorido. 

Ó.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sobre o muito maneiro.


Há quanto tempo não me pego falando "muito maneiro". Não porque deixou de ser maneiro. Não porque eu fiquei velha e amargurada, porque eu ainda tô na flor da idade e inconstamente amargurada. Talvez por que passou o tempo em que tudo era realmente maneiro.

Quando eu inventava algum machucado ou pé torcido para o Zezinho me deixar subir no elevador até o quinto andar, quando o seu Diniz anunciava o fim do recreio e a gente se escondia para perder o próximo tempo da professora Sirley de matemática, aquela mesma que criou meu apelido mais enigmático e que virou chacota nas quadras de vôlei: Sofia, depois: Sophie - meu apelido também foi americanizado.

Quando meu pai me buscava na escola e me levava para comer japonês no Shopping da Gávea, com minha mala pronta no porta-malas, íamos para Angra, os quatro pimpolhos no banco de trás do carro, expremidos, dormindo um em cima do outro. Maneiro era o Jacaré, que vendia saquinho com 10 frumelos por cinquenta centavos e sempre tinha um mau humor dos diabos. Depois de sua morte passou a ser o Lagarto, que para contrariar, tinha um bom humor que enchia o saco.

Maneiro foi a olímpiada da escola, quando o desafio de cada equipe era levar um BBB. Acho que a minha equipe levou o Bam-Bam. Caramba, já tinha BBB quando eu estudava na escola.

Maneiro era a Vilma gritando com os desordeiros no corredor. Maneiro era falsificar assinatura do meu pai na advertência e nunca ser descoberta. Maneiro era comer pão-de-queijo e Mate-com-limão-normal todos os dias, hábito que por sinal eu carrego até hoje, só que agora, é QUASE todos os dias. Maneiro era comer e não engordar mesmo que eu nunca tenho sido lá muito magrinha. Maneiro era achar cigarro a pior coisa do mundo e tomar o primeiro porre. Ficar com alguém e contar para as amigas que ele colocou a mão na sua bunda, como se isso fosse a coisa mais transgressora do mundo. Maneiro era dormir à tarde, ver Dawson's Creek e sempre torcer para que a Joey e o Dawson ficassem juntos mesmo gostando mais do Pacey. Maneiro era não estudar e me dar bem na escola, hábito que por sinal eu também carrego até hoje, só que hoje não é tão maneiro assim e eu não me dou tão bem assim. Como era maneiro fazer pedágio na rua e conseguir dinheiro falando que eram para os uniformes do time de futebol da rua. Enfeitar a rua na copa do Brasil e sempre sair com todas as roupas manchadas. Tomar banho de chuva. Como era legal tomar banho de chuva...

Maneiro era tudo antes, depois tudo ficou... sei lá, não tão maneiro assim. Agora os adjetivos são outros, porque maneiro mesmo, foram os meus tempos de garota marota.


ó.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Fragmentos de meself.

Eu não posso enlouquecer, mais

Para quem eu vou recorrer?

Talvez eu não possa mais contar.

Só com as minhas malditas idéias,

todas fora de lugar.

Ou dentro de mim, só para mim.

Ai Deus! Como eu queria compartilhar.

Poder transformar em idéias

para fora, em algum lugar

que eu ainda não consegui

encontrar

Eu busco a leveza.

Onde será que você está?!


Eu andava de ônibus e

só pensava para onde ele ia me levar.

Ônibus, dá a volta no meu ponto,

me deixa em outro canto?

Me leva para outro lugar,

mas não me deixa dormir esperando.


E por alguma força maior,

mesmo com as idéias onde

não deveriam estar,

ainda existe aquela lágrima

que não, eu não vou deixar ela me inundar.


Okay, talvez eu seja diferente,

mas quem se acha normal?


ó.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

It burns.


O meu primeiro amor 

não foi um

talvez alguns

Nunca comprometidos.

Foi sempre um sonho 

daquilo tudo

que poderia e não pode.

Daquilo que pede,

sem sentido.

Daquilo que foi dito 

mas tão

incompreendido.

Daquilo que dói.

E é escrito, sonhado,

não acumulado. 

É sempre tudo novo

de fora do seu mundo

para dentro do meu,

do meu mundo. 

Só é eterno quando

não cometido.

O primeiro amor só 

é eterno

por enquanto.


ó.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

tragédia

eu preferia acreditar em amor eterno.
o primeiro amor devia ser eterno. é horrível que não seja. eu me pergunto:
será que Freud foi feliz?
ou apenas " muito bem resolvido"
?
acho que enlouqueço porque vivo no meu mundo, fantástico
não trabalho + só me dou o trabalho de ler o que gosto
mamãe paga minha viagem para S.P para ver Pina
sonho em viver de fazer apenas o que acredito
acredito que só se vive pelo amor
pois bem,
eu morreria de amor
se ao menos o amor viesse....
ai, como é horrível ser romântica

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Don't you wanna dance with me?



Vou sair por aí,

crescer, multiplicar.

Essa vida tá dura. 

Vou ter que sair, 

trabalhar, ganhar, 

perder e recomeçar.

Ai que cansaco só de pensar. 

Eu vou sair por aí,

crescer, viver,

desmarcarar.

Não quero, nem vou

parar de usar 

tudo que termine 

com ir, er e ar,

porque o meu infinitivo

dá um esboço, 

ganha o espaço.

Vou sair por aí,

De passo em passo. 

passar,destruir, 

mutar, ruir, 

desmistificar

Zé Celso me ensinou

que para viver,

tem que desapegar,

não ter anceio nem medo. 

Vamos ficar nus e ser feliz!

E que tudo dure  

o tempo 

que durar.


Ó.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009







A curiosidade matou o gato que tinha comido o rato e fez eu comer todo o queijo da geladeira. 








ó.