quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Fragmentos de meself.

Eu não posso enlouquecer, mais

Para quem eu vou recorrer?

Talvez eu não possa mais contar.

Só com as minhas malditas idéias,

todas fora de lugar.

Ou dentro de mim, só para mim.

Ai Deus! Como eu queria compartilhar.

Poder transformar em idéias

para fora, em algum lugar

que eu ainda não consegui

encontrar

Eu busco a leveza.

Onde será que você está?!


Eu andava de ônibus e

só pensava para onde ele ia me levar.

Ônibus, dá a volta no meu ponto,

me deixa em outro canto?

Me leva para outro lugar,

mas não me deixa dormir esperando.


E por alguma força maior,

mesmo com as idéias onde

não deveriam estar,

ainda existe aquela lágrima

que não, eu não vou deixar ela me inundar.


Okay, talvez eu seja diferente,

mas quem se acha normal?


ó.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

It burns.


O meu primeiro amor 

não foi um

talvez alguns

Nunca comprometidos.

Foi sempre um sonho 

daquilo tudo

que poderia e não pode.

Daquilo que pede,

sem sentido.

Daquilo que foi dito 

mas tão

incompreendido.

Daquilo que dói.

E é escrito, sonhado,

não acumulado. 

É sempre tudo novo

de fora do seu mundo

para dentro do meu,

do meu mundo. 

Só é eterno quando

não cometido.

O primeiro amor só 

é eterno

por enquanto.


ó.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

tragédia

eu preferia acreditar em amor eterno.
o primeiro amor devia ser eterno. é horrível que não seja. eu me pergunto:
será que Freud foi feliz?
ou apenas " muito bem resolvido"
?
acho que enlouqueço porque vivo no meu mundo, fantástico
não trabalho + só me dou o trabalho de ler o que gosto
mamãe paga minha viagem para S.P para ver Pina
sonho em viver de fazer apenas o que acredito
acredito que só se vive pelo amor
pois bem,
eu morreria de amor
se ao menos o amor viesse....
ai, como é horrível ser romântica

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Don't you wanna dance with me?



Vou sair por aí,

crescer, multiplicar.

Essa vida tá dura. 

Vou ter que sair, 

trabalhar, ganhar, 

perder e recomeçar.

Ai que cansaco só de pensar. 

Eu vou sair por aí,

crescer, viver,

desmarcarar.

Não quero, nem vou

parar de usar 

tudo que termine 

com ir, er e ar,

porque o meu infinitivo

dá um esboço, 

ganha o espaço.

Vou sair por aí,

De passo em passo. 

passar,destruir, 

mutar, ruir, 

desmistificar

Zé Celso me ensinou

que para viver,

tem que desapegar,

não ter anceio nem medo. 

Vamos ficar nus e ser feliz!

E que tudo dure  

o tempo 

que durar.


Ó.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009







A curiosidade matou o gato que tinha comido o rato e fez eu comer todo o queijo da geladeira. 








ó.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Au ciel.


   

"Mas a ansiedade em relação a um novo estado, ou talvez a irritação causada pela presença daquele homem, bastara-lhe para que acreditasse que possuiria, enfim, aquela paixão maravilhosa que até então era tida como um pássaro grande de plumagem rosa planando no explendor dos céus poéticos - e ela não podia imaginar agora que aquela calma em que vivia fosse a felicidade em que sonhara."

Madade Bovary. 

sábado, 22 de agosto de 2009

Muita hora nessa calma.


Me entupo de bagulhos 

uns alucinógenos outros um pouco menos

uns preenchem outros esvaziam mais 

e mais e mais e mais.

Quis parar. Pedi para parar.

Será que eu ando ultrapassando barreiras

ou tudo está como deveria estar?


Stop.


E agora?

Rewind ou fast forward?

Já disse que não quero parar. 

Já disse que não quero tempo.

Chega de analisar.

A onda é viver sem ver o tempo passar

Ou é passar vendo o tempo viver?


Ó.