sábado, 28 de novembro de 2009
Carta a Ti
Bela menina,
ao som de um piano
que te faz chorar...
Menina linda,
com olhos imensos
da cor e do tamanho do mar.
Misteriosa menina,
que ainda não decidiu
se é moça ou mulher...
Olha pra lua,
acompanha teu ciclo
que remexe seu encantar
Ame, menina,
a ti pra poder sempre amar.
Menina, ame
sua maneira de observar
e aceite que sozinha está
e assim nada te faltará.
Seja menina,
tão bela e tão mulher
Seja quem tu és
para contigo sempre estar.
Seja sol, seja chuva
Seja brisa, seja vento
é você que se deve amar
querendo um amor para
um dia se entregar
Mas não esqueça menina,
não esqueça de contigo estar!
Aceite, menina,
que encontrou um belo amor
Aceite, mulher,
que ainda não sabes amar
por mais grande e sincero,
saiba estar, sem pensar,
sendo só possível quando
se sabe própria amar.
Viva a ti! Sejas tu!
Repetirei eternamente,
e assim saberás quem tu és
e como é amar um
grande, belo e sincero amor
Menina Bonita que na
verdade é bela flor
com verdades de anjo
e sem medo de dor
com cabelos de sereia
e olhos de sol e mar...
Triste alegre menina,
com poesia no coração,
com metas de emoção,
com certeza em vão
procuras uma razão
para ser bela a ti somente,
quando linda és tu
e tu és de mais ninguém...
Mariana B.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Maybe next time babe.
Hoje eu vim aqui para recitar algo novo que eu vivi. Escrevi, exprimi laranjas, descasquei batatas. Pensei sobre dor, sobre amor, sobre cerejas. Resolvi que não adianta, a fruta caiu do pé e não é mais primavera. As lágrimas caíram ( o leite escorreu pelo nariz). E hoje eu quis, mais do que ninguém contar como eu vivi, amei, chorei, fui infeliz e continuo a sorrir, quando a lua aparece na minha janela iluminando o meu jardim. Ainda tem outra primavera para viver, ser feliz e quem sabe escrever poesias.
ó.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Ne me quitte pas.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Sobre o muito maneiro.
Há quanto tempo não me pego falando "muito maneiro". Não porque deixou de ser maneiro. Não porque eu fiquei velha e amargurada, porque eu ainda tô na flor da idade e inconstamente amargurada. Talvez por que passou o tempo em que tudo era realmente maneiro.
Quando eu inventava algum machucado ou pé torcido para o Zezinho me deixar subir no elevador até o quinto andar, quando o seu Diniz anunciava o fim do recreio e a gente se escondia para perder o próximo tempo da professora Sirley de matemática, aquela mesma que criou meu apelido mais enigmático e que virou chacota nas quadras de vôlei: Sofia, depois: Sophie - meu apelido também foi americanizado.
Quando meu pai me buscava na escola e me levava para comer japonês no Shopping da Gávea, com minha mala pronta no porta-malas, íamos para Angra, os quatro pimpolhos no banco de trás do carro, expremidos, dormindo um em cima do outro. Maneiro era o Jacaré, que vendia saquinho com 10 frumelos por cinquenta centavos e sempre tinha um mau humor dos diabos. Depois de sua morte passou a ser o Lagarto, que para contrariar, tinha um bom humor que enchia o saco.
Maneiro foi a olímpiada da escola, quando o desafio de cada equipe era levar um BBB. Acho que a minha equipe levou o Bam-Bam. Caramba, já tinha BBB quando eu estudava na escola.
Maneiro era a Vilma gritando com os desordeiros no corredor. Maneiro era falsificar assinatura do meu pai na advertência e nunca ser descoberta. Maneiro era comer pão-de-queijo e Mate-com-limão-normal todos os dias, hábito que por sinal eu carrego até hoje, só que agora, é QUASE todos os dias. Maneiro era comer e não engordar mesmo que eu nunca tenho sido lá muito magrinha. Maneiro era achar cigarro a pior coisa do mundo e tomar o primeiro porre. Ficar com alguém e contar para as amigas que ele colocou a mão na sua bunda, como se isso fosse a coisa mais transgressora do mundo. Maneiro era dormir à tarde, ver Dawson's Creek e sempre torcer para que a Joey e o Dawson ficassem juntos mesmo gostando mais do Pacey. Maneiro era não estudar e me dar bem na escola, hábito que por sinal eu também carrego até hoje, só que hoje não é tão maneiro assim e eu não me dou tão bem assim. Como era maneiro fazer pedágio na rua e conseguir dinheiro falando que eram para os uniformes do time de futebol da rua. Enfeitar a rua na copa do Brasil e sempre sair com todas as roupas manchadas. Tomar banho de chuva. Como era legal tomar banho de chuva...
Maneiro era tudo antes, depois tudo ficou... sei lá, não tão maneiro assim. Agora os adjetivos são outros, porque maneiro mesmo, foram os meus tempos de garota marota.
ó.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Fragmentos de meself.
Para quem eu vou recorrer?
Talvez eu não possa mais contar.
Só com as minhas malditas idéias,
todas fora de lugar.
Ou dentro de mim, só para mim.
Ai Deus! Como eu queria compartilhar.
Poder transformar em idéias
para fora, em algum lugar
que eu ainda não consegui
encontrar
Eu busco a leveza.
Onde será que você está?!

Eu andava de ônibus e
só pensava para onde ele ia me levar.
Ônibus, dá a volta no meu ponto,
me deixa em outro canto?
Me leva para outro lugar,
mas não me deixa dormir esperando.
E por alguma força maior,
mesmo com as idéias onde
não deveriam estar,
ainda existe aquela lágrima
que não, eu não vou deixar ela me inundar.
Okay, talvez eu seja diferente,
mas quem se acha normal?
ó.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
It burns.
não foi um
talvez alguns
Nunca comprometidos.
Foi sempre um sonho
daquilo tudo
que poderia e não pode.
Daquilo que pede,
sem sentido.
Daquilo que foi dito
mas tão
incompreendido.
Daquilo que dói.
E é escrito, sonhado,
não acumulado.
É sempre tudo novo
de fora do seu mundo
para dentro do meu,
do meu mundo.
Só é eterno quando
não cometido.
O primeiro amor só
é eterno
por enquanto.
ó.
