sexta-feira, 9 de julho de 2010

visitante

Acordei sozinha,
sem 
despertador
ansiosa e nostálgica
não sei bem do quê
visito seus olhares registrados
seus frames digitalizados
sozinha estou
e pareço notar
detalhes
que antes deixei
escapar
de tanto perceber
ali o seu olhar
senti ele aqui
a
me
visitar


segunda-feira, 5 de julho de 2010

o ser humano mais uma vez altruísta

Estou suspensa no ar! 

em paixão.

os pés fora do chão, relaxados.

o corpo solto e os braços abertos, estirados.

ar!

Meu rosto se enclina para baixo...

tento ver a situação e só o que eu vejo são os meus pés fora do chão.

Um pé machucado, difícil seguir meu caminho

o outro está lindo, me guia dentro da própria escuridão

Não sei não... ninguém está para me amar e eu estou suspensa no ar!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Manhê, me conta uma história e faz carinho no meu cabelo?

É uma daquelas fases

em um daqueles lugares 

poucas vezes na vida

se encontra

não se sabe

onde é e não é

o lugar não te pertence

é só um gostinho 

do que você poderia 

ser 

mas

não é

do que você poderia querer 

ser 

mas 

não quer.

É aquela fase na vida

você  encontra o lugar

onde você poderia pertencer

mas 

não pertence

onde você vive bem

mas 

não vive para sempre.

É aquele momento do percurso

que tem curvas 

quando você queria retas

nada redondo!

Retas

eu disse retas

Onde estão as retas mãe?

Onde estão as retas manhê?!

Talvez as curvas  sejam a falta

se eu encontrar algum dia

alguma coisa

que preencha

algum espaço

vai ser para valer?

Eu, eu vou conseguir fazer valer?

ou vai ser mais uma idéia

daquelas que poucas pessoas têm

na vida mas permanecem idéias

prevalece a falta

ahh a falta. 

Doce desprazer 

que conduz tão sofrido viver

conta outra história

me aponta o sofrimento

dessa tão sofrida história

e as questões?

Cessaram as questões?

Onde estão as questões?

Quem?

As questões?

Onde estão elas?

Cadê vc? 

Tô te esperando

não me diz

por favor

não me diz

você nunca vai aparecer?

Nãomediznãoquerosaberprefiroacreditar

que você vai sobreviver

sejavocêquemforsejaoquedeusquiser.


ó

...


sexta-feira, 4 de junho de 2010

às 7h

escreve pra fugir
escreve pra procurar
escreve pra entender
escreve pra achar

põe música alta, não ouve mais nada
diminui um pouco pra pelo menos se ouvir
diminui um pouco mais e a outra música entra...

acordou sem querer e sem saber pra quê
eram 6h, mas os sonhos mais lindos já tinham passado
era hora de acordar.

a cabeça está limpa... confusa.
o corpo descansado e banhado de café
pílula pra despertar!

sai andando na rua,
descendo a ladeira
encontra o Sol que está a sua altura.
o Sol, ainda perto do mar, subindo entre as montanhas.

respira fundo... espreme os olhos...

o carro de praça já vai chegar
o motorista um pouco desentendido
entra no carro, dois mundos
distintos, passageiro e motorista.

mas tudo isso é só desabafo, acho que nem serve pra poesia... talvez só fragmentos de uma narrativa descontínua.

às 7h, tudo é bonito, menos o trânsito, feixes de luz do sol iluminam os olhos, os cabelos, as pedras, e o espelho da água da chuva de ontem que escorreu na montanha! ah, poesia....


Mariana B.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pão francês todo dia de manhã.



Eu já pensei em me encaixar
na normalidade:
pão com pão,
queijo com queijo,
queijo com pão,
pão no queijo.
Cansada da indigestão do glúten
E da intolerância aos laticínios,
Eu quis mamão com manga
E morango com laranja.
Foi então que eu vi
Numa despedida nada dada
Que nada é: pão com queijo.
Injetei glúten na veia
E resolvi dormir o sono
da cinderela.
Não acordei nem com
O animal domesticado
Lambendo minha orelha.
Tive um sonho daquele tipo anormal
E lembrei que a vida
Não é um morango,
Nem do tipo silvestre.
ó.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Carambolices: Fruta do Conde

Carambolices: Fruta do Conde

Fruta do Conde

que conde foi esse
que recebeu nome de fruta?

gostinho peculiar 
o caroço fugiu, caiu
no chão onde tudo parece que é caroço
procurei, mas o mármore camuflou
se fosse criança o caroço viraria chão

não sou criança, 
queria um abraço, 
e não sei em que lugar este abraço está.


gostinho peculiar
o braço fugiu, saiu
por aí, onde tudo parece que é gosto
procurei, mas o outro camuflou
se fosse adulto não faria esse poema 

pro conde um abraço,

MAR i ANA