segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Um nada bem pequeno é um nadinha.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
NOITE à MAR
que tenhas gostado
de ter me amado
sempre que te amei
àquela noite linda
em que as estrelas
presentiaram
a sua tão leve
presença
de amor
bom sabor
sem dor
o meu amor
sentido infinito
sentimento corrompido
de mim
quando o corpo meu
tem vida própria
por se fazer
só a
mar
se cria
se transforma
só a
navegar
Espero
em nosso mar
com cheiro de ar
de vento sal
sal doce
a
mar
...
MAR i ANA
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Dois perdidos.
sábado, 12 de dezembro de 2009
by the Stars
no céu a brilhar!
Brilham a vida
junto ao luar!
A lua ausente
está noutro lugar.
As estrelas contentes
estão onipresentes.
O cinto de Órion
une as três marias,
amarram com beleza
a sábia natureza.
O cruzeiro do sul
vem me adereçar,
estar neste caminho,
aonde vou parar.
O lugar pra estar no mundo
acontece a cada segundo.
Estrelas e planetas
guiam as violetas.
O mar lá distante
ecoa sons de movimento
são sons de mudança
como faz o vento...
Suspende-se estrelas
sob meu coração,
ilumina meus olhos,
inspira minha emoção!
Quão bonitas são estrelas
tão seguras, tão presentes
não mudam a distância
mas aproximam a nossa gente
Daqui e de lá, o céu é o mesmo
Só distâncias muito grandes
dão os focos diferentes...
Assim, escuto as estrelas
só de vê-las e estar
sob elas no mesmo lugar
só parar para escutar
A noite é de estrelas!
Sábias são as noites!
Cada uma, um compasso,
poesia de cometas...
Sábias são estrelas
são como poetas...
E eu a escutar
só ouço coisas belas!
O que me dizem as estrelas
dizem a todo instante
dizem sol e dizem lua
dizem céu e dizem mar
São assuntos de criança
que não param de brilhar
São dizeres pequeninos
da grandeza do luar!
Mariana B.
sábado, 5 de dezembro de 2009
CARA DE LUA
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
tá comigo!

morrer? eu vou morrer? como isso vai se dar? eu vou poder escolher? por que pensá nisso agora, se eu nem comecei a viver, quer dizer...
... viver, eu vivo, mas eu existo mais que vivo, mantenho mais que destruo, ganho?
não, mas consumo!
querro arriscar, me expor, e ver no que vai dá, como é que vai c.
ah, como seria bom viver só para amar, só para te ter, e não sofrer por saber que tudo pode se acabar, até eu e você.
mas esse fatalismo tem que parar, o ocio me faz pirar.
o osso duro de roer, é o que eu tenho que mastigar, para viver e não apenas sobreviver.
um,
dois,
três
e vamos lá!
não vale se arrepender
sábado, 28 de novembro de 2009
Carta a Ti
Bela menina,
ao som de um piano
que te faz chorar...
Menina linda,
com olhos imensos
da cor e do tamanho do mar.
Misteriosa menina,
que ainda não decidiu
se é moça ou mulher...
Olha pra lua,
acompanha teu ciclo
que remexe seu encantar
Ame, menina,
a ti pra poder sempre amar.
Menina, ame
sua maneira de observar
e aceite que sozinha está
e assim nada te faltará.
Seja menina,
tão bela e tão mulher
Seja quem tu és
para contigo sempre estar.
Seja sol, seja chuva
Seja brisa, seja vento
é você que se deve amar
querendo um amor para
um dia se entregar
Mas não esqueça menina,
não esqueça de contigo estar!
Aceite, menina,
que encontrou um belo amor
Aceite, mulher,
que ainda não sabes amar
por mais grande e sincero,
saiba estar, sem pensar,
sendo só possível quando
se sabe própria amar.
Viva a ti! Sejas tu!
Repetirei eternamente,
e assim saberás quem tu és
e como é amar um
grande, belo e sincero amor
Menina Bonita que na
verdade é bela flor
com verdades de anjo
e sem medo de dor
com cabelos de sereia
e olhos de sol e mar...
Triste alegre menina,
com poesia no coração,
com metas de emoção,
com certeza em vão
procuras uma razão
para ser bela a ti somente,
quando linda és tu
e tu és de mais ninguém...
Mariana B.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Maybe next time babe.
Hoje eu vim aqui para recitar algo novo que eu vivi. Escrevi, exprimi laranjas, descasquei batatas. Pensei sobre dor, sobre amor, sobre cerejas. Resolvi que não adianta, a fruta caiu do pé e não é mais primavera. As lágrimas caíram ( o leite escorreu pelo nariz). E hoje eu quis, mais do que ninguém contar como eu vivi, amei, chorei, fui infeliz e continuo a sorrir, quando a lua aparece na minha janela iluminando o meu jardim. Ainda tem outra primavera para viver, ser feliz e quem sabe escrever poesias.
ó.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Ne me quitte pas.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Sobre o muito maneiro.
Há quanto tempo não me pego falando "muito maneiro". Não porque deixou de ser maneiro. Não porque eu fiquei velha e amargurada, porque eu ainda tô na flor da idade e inconstamente amargurada. Talvez por que passou o tempo em que tudo era realmente maneiro.
Quando eu inventava algum machucado ou pé torcido para o Zezinho me deixar subir no elevador até o quinto andar, quando o seu Diniz anunciava o fim do recreio e a gente se escondia para perder o próximo tempo da professora Sirley de matemática, aquela mesma que criou meu apelido mais enigmático e que virou chacota nas quadras de vôlei: Sofia, depois: Sophie - meu apelido também foi americanizado.
Quando meu pai me buscava na escola e me levava para comer japonês no Shopping da Gávea, com minha mala pronta no porta-malas, íamos para Angra, os quatro pimpolhos no banco de trás do carro, expremidos, dormindo um em cima do outro. Maneiro era o Jacaré, que vendia saquinho com 10 frumelos por cinquenta centavos e sempre tinha um mau humor dos diabos. Depois de sua morte passou a ser o Lagarto, que para contrariar, tinha um bom humor que enchia o saco.
Maneiro foi a olímpiada da escola, quando o desafio de cada equipe era levar um BBB. Acho que a minha equipe levou o Bam-Bam. Caramba, já tinha BBB quando eu estudava na escola.
Maneiro era a Vilma gritando com os desordeiros no corredor. Maneiro era falsificar assinatura do meu pai na advertência e nunca ser descoberta. Maneiro era comer pão-de-queijo e Mate-com-limão-normal todos os dias, hábito que por sinal eu carrego até hoje, só que agora, é QUASE todos os dias. Maneiro era comer e não engordar mesmo que eu nunca tenho sido lá muito magrinha. Maneiro era achar cigarro a pior coisa do mundo e tomar o primeiro porre. Ficar com alguém e contar para as amigas que ele colocou a mão na sua bunda, como se isso fosse a coisa mais transgressora do mundo. Maneiro era dormir à tarde, ver Dawson's Creek e sempre torcer para que a Joey e o Dawson ficassem juntos mesmo gostando mais do Pacey. Maneiro era não estudar e me dar bem na escola, hábito que por sinal eu também carrego até hoje, só que hoje não é tão maneiro assim e eu não me dou tão bem assim. Como era maneiro fazer pedágio na rua e conseguir dinheiro falando que eram para os uniformes do time de futebol da rua. Enfeitar a rua na copa do Brasil e sempre sair com todas as roupas manchadas. Tomar banho de chuva. Como era legal tomar banho de chuva...
Maneiro era tudo antes, depois tudo ficou... sei lá, não tão maneiro assim. Agora os adjetivos são outros, porque maneiro mesmo, foram os meus tempos de garota marota.
ó.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Fragmentos de meself.
Para quem eu vou recorrer?
Talvez eu não possa mais contar.
Só com as minhas malditas idéias,
todas fora de lugar.
Ou dentro de mim, só para mim.
Ai Deus! Como eu queria compartilhar.
Poder transformar em idéias
para fora, em algum lugar
que eu ainda não consegui
encontrar
Eu busco a leveza.
Onde será que você está?!
Eu andava de ônibus e
só pensava para onde ele ia me levar.
Ônibus, dá a volta no meu ponto,
me deixa em outro canto?
Me leva para outro lugar,
mas não me deixa dormir esperando.
E por alguma força maior,
mesmo com as idéias onde
não deveriam estar,
ainda existe aquela lágrima
que não, eu não vou deixar ela me inundar.
Okay, talvez eu seja diferente,
mas quem se acha normal?
ó.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
It burns.
não foi um
talvez alguns
Nunca comprometidos.
Foi sempre um sonho
daquilo tudo
que poderia e não pode.
Daquilo que pede,
sem sentido.
Daquilo que foi dito
mas tão
incompreendido.
Daquilo que dói.
E é escrito, sonhado,
não acumulado.
É sempre tudo novo
de fora do seu mundo
para dentro do meu,
do meu mundo.
Só é eterno quando
não cometido.
O primeiro amor só
é eterno
por enquanto.
ó.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
tragédia
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Don't you wanna dance with me?
Vou sair por aí,
crescer, multiplicar.
Essa vida tá dura.
Vou ter que sair,
trabalhar, ganhar,
perder e recomeçar.
Ai que cansaco só de pensar.
Eu vou sair por aí,
crescer, viver,
desmarcarar.
Não quero, nem vou
parar de usar
tudo que termine
com ir, er e ar,
porque o meu infinitivo
dá um esboço,
ganha o espaço.
Vou sair por aí,
De passo em passo.
passar,destruir,
mutar, ruir,
desmistificar
Zé Celso me ensinou
que para viver,
tem que desapegar,
não ter anceio nem medo.
Vamos ficar nus e ser feliz!
E que tudo dure
o tempo
que durar.
Ó.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Au ciel.

sábado, 22 de agosto de 2009
Muita hora nessa calma.

Me entupo de bagulhos
uns alucinógenos outros um pouco menos
uns preenchem outros esvaziam mais
e mais e mais e mais.
Quis parar. Pedi para parar.
Será que eu ando ultrapassando barreiras
ou tudo está como deveria estar?
Stop.
E agora?
Rewind ou fast forward?
Já disse que não quero parar.
Já disse que não quero tempo.
Chega de analisar.
A onda é viver sem ver o tempo passar
Ou é passar vendo o tempo viver?
Ó.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Diluído.
É tanta dor que eu perco a vontade de escrever.
Só sai: dor dor dor.
Nem penso mais que você ficou de me ligar,
que eu esqueci de te atender,
Que não aconteceu o que tinha que acontecer,
nem vai mais. Quem sabe daqui algum tempo.
Me engano que eu gosto.
Não quero tempo, não quero tempo.
O que eu sinto é dor de saudade da falta de tempo.
Não doía tanto tempo assim.
O melhor é que dessa vez não é dor no peito.
Meu lado esquerdo tá vazio,
que nem bolinha de sabão.
Ou melhor, bolão.
Ó.
domingo, 9 de agosto de 2009
Meu pai virou anjo.
Em um cartão qualquer, de uma papelaria qualquer, há uma menina de cabelos em pé, sentada em um tapete de Yoga de pernas cruzadas, Nag Champa deve ser o incenso. Ela sorri quando olha para o desenho de um mundo cheio de perninhas para o ar. Com letras tortas de cor branca num fundo rosa pink, lemos a seguinte frase:
" Seu mundo caiu?
Corre pro meu que ainda está de pé."
Ao virar o cartão qualquer, de uma papelaria qualquer, um pai se angustia ao ver a filha numa fase que vai... Uma inocência perdida naquela aborrecente que outrora era uma criança e agora é só uma menina.
Pinguinha,
Vou estar sempre ao seu lado, as vezes a vontade de te fazer feliz, de resolver todos o seus problemas atrapalha, atropela... Tem coisas que só a gente pode resolver. Não adianta amor de pai, devoção... Tem coisas que só você vai poder resolver. Mas sempre estarei ao seu lado.
Beijos,
Pai.
Anos depois, no dia dos pais, aquela que não é mais uma criança, nem mais uma menina deita nos braços do oceano, se acolhe na água quentinha que ela não pode mais pegar e se deixa levar à deriva no mar. Ela quer colo de pai. E sabe que quem nunca deixou de cumprir uma promessa, agora anda sempre ao seu lado como um anjinho da guard. Sempre que seu mundo cai ela corre para ele e tudo fica bem...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Fracasso de um dia mais ou menos sucedido (ou como o vazio tomou conta de mim).
Não é por fazer quem eu sou
ou por ser quem eu faço.
Não foi porque desenrolou.
O que aconteceu foi um nó mal feito...
Daqueles que faz a gente sofrer quando desfaz.
O que eu fiz comigo, quando aceitei você como um pedaço de mim? O pior é que na verdade, de mim você não tem nada, amor.
Quando tudo que você faz não me faz, não me diz, só me afasta...
muito de mim.
Quando esse tipo de coisa que metódicamente você faz me dói, pergunto o quão profundo esse ferimento realmente necessita ser. É esse maldito vazio que faz tudo crescer?
Sim, tem outras coisas.
Não foi orgasmo... eu sou atriz esqueceu?
Isso tudo é só.
É para te lembrar que você é menos do que pensa ser e eu sou mais do que pensa que sou. Quantas vezes eu já te disse que você não me conhece?!
Caralho, amor.
Um dia, quando a raiva passar você vai querer escutar, mas adianto logo, você é tão bobo que provavelmente de nada vai adiantar.
O pior de tudo é que toda essa raiva é puro orgulho, é para preecher o vazio que você plantou em mim...
Não fica chateado, nada pode ser tão grave assim...
Eu que o diga para mim mesma.
Ó.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Só vive quem vive (parte 8 1/2)
tanta coisa para fazer, mas nenhuma vontade...
tanto acaso para ocorrer, mas nenhuma...
tanta neurose para resolver, mas nenhum...
Parece que o mundo vai acabar
Eu tô com um medo de tudo
medo de escorregar, medo de falhar, medo de errar, medo de não chegar, medo
de você não me amar
o que é que eu faço se isso acontecer? de novo
não quero mais brincar
era tão mais fácil adiar
deixar pra lá essa história de se apaixonar
apenas idealizar e viver por roteiros e livros
um amor que eu já não espero mais vivenciar
porque as coisas hão de acabar
mas que loucura, ainda nem começou
mas essa mania de querer saber onde é que vai dar, se é que vai dar
menina, pará com isso! Deixa rolar! Ah, mas eu não consigo! eu preciso planejar, destrinchar, secar, deteriorar, acabar. É isso. Eu preciso acabar. Evitar. Não arriscar. Imagina? Te perder, sem nem ter querido ainda te achar. Me achar, sem nem ter podido ainda me perder.
Isso tudo dá muito trabalho, é muita coisa para hipoteticar. Onde será o botão para desligar?
Preciso de um freio. Não, não é isso. Porque freio é para parar e parada não dá pra ficar.
Preciso de uma planta que eu fume e consiga me tranquilizar. Não, mas também não é isso, escapar só vai fazer adiar o que eu quero me livrar. Mas do que eu quero me livrar mesmo?
Ah sim, do não saber, do medo, das coisas, das neuroses, dos livros, dos roteiros, de mim e de você.
Me livrar de viver
O que acontece comigo?
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Hard day's night.
Mazelas de um noite
mal dormida
de uma ressaca
que corta, arranha
qualquer raio de sol
que em minha
janela brota.
Mais um dia de cabeça,
mais um de coração.
Uma dor de ressaca que
amassa, rasga minha santa
sobrevivência.
O.
sábado, 1 de agosto de 2009
A culpa é toda minha.

Hoje eu acordei querendo não acordar. Tive um sonho estranho e desejei mais do que nunca matar alguém. O maldito que me deu um calote. Minha mãe que entrou no meu quarto e acabou com meus ultimos minutos de sono. Meu despertador que tocou antes disso eu taquei na parede e caiu em pedacinhos... Não sei se foi a maldita dor no meu ombro que vem me importunando ultimamente. Talvez tenha sido arrependimento pelos desvios de conduta que a outra parte da minha personalidade insiste em fazer, não dá para entender. Ai que raiva acordar e ver que minha meia não estava no lugar. Que não tem nada para comer na geladeira. Cigarro? De manhã não dá... Ai essa falta minha! De um-milhão-de-coisas. De um-milhão-de-coisas? Aí a vontade de matar alguém passou. Eu olhei um sorriso azul de manhã. E vi que a raiva era o medo de como vai ser quando isso acabar. Aonde será que tudo vai dar? Nem aconteceu e já estou com saudades...Eu que ainda reclamei tanto... ai que raiva de mim.
OB
terça-feira, 28 de julho de 2009
Sobre homens e livros

Ao entrar em uma livraria charmosa, como a Travessa, podemos até não saber o que queremos, mas uma coisa é certa, sabemos o que não queremos.
O fato de estar ali, e não em qualquer outra livraria, já exclui as opções que você não quer. A iluminação é favorável, o cheiro é gostosinho, as pessoas são blasés e não há atendentes querendo lhe empurrar livros, até porque lá os livros se empurram.
Vagando pelas bancadas avistamos aquela capa. Não sei bem o que é, mas algo daquela capa exerce um poder magnético. O título é interessante e o autor.... bem, já ouvi alguem falar alguma coisa em algum lugar...
Então você leva o livro, a capa, o cheirinho gostosinho, a iluminação favorável e a certeza das coisas que você não gosta, mas que não correm o risco de cair em suas mãos, já que você está ali, na Travessa.
Você senta e flerta com sua nova aquisição por algum tempo, desfruta o ambiente. Mas o verdadeiro encontro se dará em casa. Todas as expectativas depositadas em um livro são concretizadas, ou não, em uma segunda-feira chuvosa, como a de hoje.
É quando você acende o abajur, um incenso, deixa Edith baixinho no ipod e leva ele pra cama.
Será que ele vai tirar seu sono? Será que vai te dar mais sono? E todo aquela sensação proveniente da condição de quando vocês primeiro se encontraram?
Não criar expectativas significaria uma não vida.
Não há como saber o que vai vir a ser,
o único jeito é deitar e folhear
e quem sabe,
com ele sonhar.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Unplugged
ó.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Sem querer querendo...
Eu te disse.
Sem querer,
sem nada para dizer.
Você me disse.
Sem querer,
nem nada para dizer.
Eu ouvi .
Sem querer,
o que eu ia dizer.
Eu ouvi.
Sem querer,
algo vindo de você.
Eu senti.
Sem querer,
algo sem dizer.
Eu senti.
Sem querer,
parecida com você.
Eu te quis,
Sem querer...
E esqueci.
Sem querer,
o que era para dizer.
E esqueci.
Sem querer,
o que é eumaisvocê.
E me repeti.
Sem querer
querendo eumenosvocê.
ó.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Bati, liguei, deixei recado na caixa postal

Quando a coisa começa a ficar muito complicada
E deixa de ser espontânea
Aí, não tem mais graça
Era para ser simple
Como em um filme francês
Onde as pessoas se experimentam
Vivem intensamente
Pagam o preço por isso
Contam a experiência de viver intensamente
Fica pruma próxima
Vida
Aparentemente
Você deve ter ter outras
Para complicar tanto o descomplicado
Eu
Só tenho uma
terça-feira, 23 de junho de 2009
Carta ao meu primeiro admirador...
Lembranças eternas da nossa infância...
Com carinho,
D'eu pra você.
ó.
domingo, 21 de junho de 2009
A little less conversation...
Baboseira.
Maluca sou eu...
Daquele tipo vulgar.
Sem pé,
com um pouco de cabeça.
Posso te pedir um favor,
só um?
Go play poker and
stop playing me...
Pelo amor de Deus.
Ó.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Bullshit
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Choveu.
com um sorriso, calmamente.
Quem sabe
aliviasse minha alma,
afogasse minha mágoa.
A chuva parou.
O vento também.
Deu calor, um calor fresco.
Por um segundo
me senti só e livre.
Muito livre,
mas só.
ó.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Au revoir.
E não ter para onde.
Exilo-me longe.
Naquele lugar se fala
Outra língua
Ouve-se um novo
Barulho bagulho
O vento
Venta torto.
O sol bate diferente.
Lá que sou
O que pretendo.
Ninguém vai contra
Corrente. Um ou outro,
Nesse mar de loucos
- Esse é são.
Livre eu vou sempre.
De repente então,
Acordo Blasé
E sem coração.
ó.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Quero mudar meu mundo II.
De falar
Sobre amores perdidos
Nas noites desconexas
De sentimentos vazios.
Parei
De sair
Na noite vazia
Com pessoas perdidas
De sentimentos desconexos.
Parei
De ser
Uma pessoa desconexa
Com amores vazios
De sentimentos perdidos.
E agora?
ó.
domingo, 3 de maio de 2009
Quero mudar meu mundo.
Bater a cabeça no papel.
Como eu não queria ter aparecido.
Em lugar nenhum.
Acho que eu te vi.
De longe.
De relance.
Será que vai ser para sempre?
Acho que não.
Já tiveram outros no buraco que você ocupa.
Talvez eu tenha dado um espaço maior.
Mas dói tanto.
Pior que dor de dente.
Isso que você nem sabe.
Já deixou de ser divertido.
Pensar em você.
Achar que eu te vi.
De longe.
De relance.
Eu quero algo constante.
Na mesma intensidade
Só que constante.
E dá tanta raiva.
Achar que você me viu.
Você não me conhece.
Acho que nem te conheço.
Mas consigo te reconhecer.
Não quero mais.
Porque eu quero muito.
ó.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Da carne ao verso.
ó.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Recado.
Para você
que me ama
e não sabe.
Te deixo saber
que te amo
Porque hoje eu
te quis
sem saber,
Que viver
sem te ter,
é coesistir.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
Se Grotowski fizesse minha aula de Ética Cristã...

Rio, 27 de março de 2009.
Á professora de Ética Cristã,
Venho por meio desta esclarecer uma (mais uma) confusão feita por você em nossa última aula de Ética Cristã.
Ao tentar nos convencer de que ainda existe um Ethos (discussão que não vou aprofundar nesta carta), você nos indagou a respeito da fonte de Ética, de onde ela viria?
Seu posicionamento não fez sentido. O que não é uma novidade. Já que sua postura diante de questões difíceis é sempre uma tenativa de obter rapidamente, do modo mais fácil, uma resposta vaga, na esperança de que receitas milagrosas possam livrar-nos de todos os nossos problemas.
O ponto na qual quero chegar, o que mais me chamou atenção, foi sua explicação, e aqui cito suas palavras “do paradigma paixão e razão”.
Colocando-os em um campo de batalha, você concluiu que a razão consegue controlar, vencer, a paixão.
Como?
Saiba você que as emoções são independentes da nossa vontade. Não quero estar irritado com determinada situação mas estou. Quero amar uma pessoa mas não posso amá-la, me apaixono por uma pessoa contra a minha vontade, procuro a alegria e não acho, estou triste, não quero estar triste, mas estou. O que quer dizer tudo isso? Que as emoções são independentes da nossa vontade.
Assim como a paixão é independente da nossa razão.
A maneira de zerar a memória/corpo é atráves do extremo cansaço físico, as vezes chegando a dor. E se começamos a fazer coisas difíceis, começamos a encontrar a confiança primitiva em nós mesmos. Levando o corpo ao limite chegamos ao marco zero e começamos a reagir por impulsos. Não por psicologia.
Portanto a cura da paixão nada tem a ver com a razão e sim com a exaustão.
terça-feira, 17 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
Talvez Obrigada.

Se caminhos diferentes
tivesse seguido
Se meu pai não
tivesse morrido
Talvez
Se para lugares distintos
tivesse ido
Se outras pessoas
tivesse conhecido
Talvez
Se me apaixonasse pelas
pessoas certas
Fizesse as escolhas
erradas
Sobrevivesse de maneira
adequada
Talvez
Teria perdido
a esperança
Ou esquecido
minha infância
Talvez
Fosse a mesma mulher
Ou alguma outra qualquer
Talvez.
domingo, 1 de março de 2009

Não estou bem não tomo antidepressivo ou tipo algum de remédio própolis cura qualquer doença sigo uma dieta saudável deslizo na cerveja sempre escorrego na cerveja que nem em casca de banana não quero saber de amor foi uma lenda que alguém criou para iludir os iludidos engana trouxa não sou disciplinada não sei ter responsabilidade por mais responsável que eu seja não acredito em destino de conto de fadas nem na vida real acredito em sonho que nem o que eu tive no verão tinha um pôr-do-sol colorido todos os dias daqueles que se põe no meio do mar e da vontade de ir nadando de tão quentinho e aconchegante mas é longe demais dá uma preguiça sinto saudade do que passou e do que ainda está por vir queria ser uma borboleta e sair voando mas ai eu lembro que ela não voa longas distancias e desejo ser eu mesma novamente quem sabe na próxima vida eu nasço um girassol que algum homem apaixonado dê para alguma mulher apaixonada e eu seja cultivada com muito amor e carinho sem chaves na porta de casa sem telefone ou televisão queria fazer fotossíntese que nem uma planta daquelas que dá onda pegar um tubo em Pipeline escalar o Monte Evereste plantar uma árvore fazer um filme quem sabe escrever um livro ou uma poesia de verdade não só um vômito de tolices.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Livre Arbítrio Livre by Exagerada

Cheguei lá. Naquele lugar que é tão livre, que assusta.
Não há o caminho de um outro para me apoiar. I`m dancing with myself.
Isso já tinha me acontecido,uma vez. Na verdade, duas. Foram meus projetos de amores eternos anteriores.
Você foi o terceiro. O mais idealizado e menos praticado.
Certa vez me disseram que somente quando nos desconstruimos, nos reinventamos.
Quando tudo perde o sentido, não sabemos mais em que direção ir, e so on.
Me sinto sozinha pela primeira vez em muito tempo. Sozinha. Parte pelo amor que senti por você, mas sobretudo pelo amor que você não sentiu por mim.
Acabaram meus planos, meus projetos de possíveis amores. Não tenho mais nenhum.
Não tenho compromisso com nada, a não ser comigo mesmo.
Se vou construir minha carreira, mudar o mundo, preservar o meio-ambiente, só depende de mim.
A liberdade, uma das poucas bandeiras que tenho, dá mais trabalho do que parece. É tão mais fácil seguir o óbvio.
São raros os momentos da minha vida que vivencio a paz de espírito que agora me acalma.
Já nasci afobada, com medo de perder alguma coisa importante. Cresci ouvindo frases como “ah, mas eu também nunca falei nada”. Ou “só fui descobrir depois, que ele era apaixonado por mim”. E a campeã de todos os tempos “Meu Deus, como o tempo passa rápido”.
Agarrei-me ao carpe diem da aula de Arcadismo, e dei início ao meu fugere urban. Fiquei tão preocupada em cometer os erros da sociedade “corrompida”, que acabei tropeçando, já na minha saída pelo mundo, com o turbo ligado.
Nunca gostei do 8, sempre colei no 80.
Tinha tanto medo de me arrepender das coisas que não fiz, das pessoas que não amei, da carreira que não construí, tanto medo de errar.
Fiz análise, mapa-astral, passei a só comer integral. Fiz yoga, virei poliglota. Fugi para a Oceania e antes para a terra da “nonna mia”.
Mas nada disso realmente resolveu. O vulcão dentro de mim, ao que parece, só cresceu. E se fortaleceu. E quanto mais eu vi e vivi, mais entusiasmada fui ficando com a vida.
A gente só tem uma (ainda não flertei com a possibilidade de reencarnação). Você só vai saber ao fim dela o que deu certo, o que você faria diferente. A loucura é não ter a chance de passar a limpo.
Fiquei viciada em uma sensação que me ocorre quando fico perdidamente apaixonada. A loucura é a dificuldade de ocorrência dessa sensação.
Eu (que me engano diariamente, me considero auto-suficiente) sonho em fazer um espetáculo que crie nos espectadores uma sensação, ao menos próxima, da intensidade que sinto pela minha vida, e por toda beleza que ainda vejo por aí. Eu sou apaixonada pela vida e por todos seus altos e baixos. Talvez até mais pelos baixos, porque é neles que vejo mais beleza. É neles que aprendo mais e dou mais valor a minha liberdade. Escrito em português claro: só fica a parte boa. Se estou na fossa braba, com dor no coração, literalmente, é porque acabei de chegar ao topo da montanha. Eu estou muito viva, graças a Deus, e escalando.
Há quem ache que a queda não compensa a vista do topo. Eu discordo. Amar, cair e levantar.
As vezes, quando a ferida estava quase cicatrizando, eu arrancava os pontos, só para ver sangrar. Só para ter com o que sonhar. Me escravizava por livre e espontânea vontade.
E tenho ainda uma proteção, aparentemente astral. Com o Sol em Touro, mas uma grande concetração de planetas em Áries, sou romântica, daquelas ridículas.
Me deito com a crença de que “o que tiver de ser, será”. Ou citando uma outra grande poetisa, Val a doméstica, “o que é meu tá guardado”.
Só preciso manter meus olhos abertos e seguir minha intuição. Essa última crença devo a Joseph Campbell, ele me ensinou que há um caminho certo para nós, basta seguirmos nossa intuição e chegaremos a ele.
E por sermos todos moléculas da mesma geleca, desejo a tu,vós, eles que sejam felizes e façam o melhor de suas vidas.
Agradeço por terem me levado para passear no topo da montanha.
Bem, deixe-me ir, preciso andar.
É o fim da tempestade e o sol nascerá.
Rir até chorar.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

PARADOXO
Ele tem dois olhos de bola de gude
Ele tem uma boca que canta
Ele tem mãos que tocam percussão
Ele tem braços que tocam violão
Ele tem um aquário, onde ele mora
Ele tem uma casa na árvore, onde ele namora
Ele tem dois peixes dourados
Ele tem cabelo feito de miojo
Ele tem vontade de grudar
Ele tem um chip para dançar
Ele tem barriga de pedra sabão
Ele tem a etiqueta do mengo
Ele tem pacto com Dioniso
Ele tem o timbre do Woody Allen
Ele tem uma cesta de pick-nic
Ele tem um submarino amarelo
Ele tem mania de sonhar
Ele tem o cérebro lunar
Ele tem o projeto original do Taj-Mahal
Ele tem um botão que só diz sim
Ele tem um coração que se apaixona por mim
Tudo isso ele tem
Mas nada disso me faz bem